20.6.17

o anoitecer na varanda, duas cadelas arfando o calor, um gin de refeição, um gato que mia, outros três esperando que o gato que mia me toque ao sentimento e lhes toque a eles uma latinha, uma cama desfeita onde me aninho sozinha, um noitibó perto, o coaxar das rãs, o telemóvel que toca e nada de novo. o enxotar das pequenas traças que buscam a luz do monitor. talvez seja esta monotonia que me agrada, esta paz fictícia que me mantém.
fique, disse-me ele, quando entrei no consultório fora de horas, ambos sabendo que não.