27.12.17

nunca devia ter permitido a Boris que se deitasse na minha cama. deixei me seduzir pelo rosto sério da sua capa.
Boris aproveitou se da minha tosca figura, deixou me despir o pijama patético e ficou a olhar para mim. quando as onze formigas chegaram e se abocanharam com raiva à minha carne branca, já nada pude fazer. irónico, sem ponta de tesão, ri se do meu rosto apreensivo, da indisposição ao virar de cada página.  este não é o Boris de que me lembro, sedutor, mas nem isso me dá vontade de o largar, caído na cama, antes o aqueço no baixo ventre, enquanto lambo o dedo para o enterrar nas suas folhas.