24.2.18

Auster carrega-me ao colo para a cama. sabendo da raiva que me trilha os lábios, uma faca invisível nos dentes, fala-me em voz baixa,

Fechamos os olhos por um momento, viramo-nos para olhar para outra coisa qualquer, e, de súbito, aquilo que tínhamos à nossa frente desapareceu. Nada dura, compreendes, nada, nem mesmo os pensamentos dentro da nossa cabeça. E não vale a pena perdermos o nosso tempo à procura seja do que for. Quando uma coisa desaparece, é o seu fim.


/No País das Últimas Coisas, de Paul Auster