25.2.18

felizmente tenho Lucky Blue para me assentar um belo par de bofetadas nas parcas bochechas e me trazer de regresso à estupidez risível dos dias. é ela que me faz subir aos décimos oitavos de madrugada, descer às catacumbas cheias de lama, baloiçar no rio gelado, solavancar nos tuk-tuks e nos buracos da estrada, aventurar-me sozinha num sem número de peripécias nunca antes tentadas. para Lucky Blue o impossível é uma questão de tempo e a garantia de um rendimento é construída todos os dias, hora após hora, sem sombras para arrependimento. alterar o caminho não a assusta e entusiasma-se à falta dele, quando se vê a braços com mais uma limpeza de mato. desbravar é ser pioneira, podia ser pior e chegar no fim, quando já tudo está varrido. sempre que pode, insiste: és uma sortuda.