25.2.18

Há tanto tempo que não me sentava nesta cadeira branca da cozinha, giratória de propósito, para apreciar o que está para lá do vidro que faz de parede. Há tanto tempo que não sentia o sol lambendo-me as pernas nuas, os olhos semicerrados, uma languidez de manhã de domingo. Mais uns minutos, imploro calada, mas sei que não tenho escolha.  E apetece-me mandar tudo à merda, até a mim.