22.3.18

Vivo no meio de desastres,
terra que se desprende, inundações, abismos,
vento contrário que nos leva ao sítio
onde o trovão sem luz secretamente habita.


Cirilo urra, grita que já não suporta tanta bandalheira, Bartolomeu, abatido, observa a janela, Petra silenciou-se também, Jasmim tem saudades da mãe e diz que nada lhe importa, é epicurista, Tristan vive enfiado no barracão, escrevendo as suas memórias de escritor falhado, Sophia foi fazer compras à primark do colombo e nunca mais voltou. somos um bando de esconjurados, maltrapilhos dos tempos modernos, adultos de sucesso nulo, todos esperando que as águas de março não venham fechar o verão.