9.5.18

não posso ir convosco, tenho o coração obliterado, gemeu Sophia. não será partido? brincaram os outros, carnes velhas e rudes, mas Sophia nunca teve um coração de vidro, o buraco que esconde debaixo do casaco não engana, por ali furou o metal a sua carne de jovem fêmea. ficarás, então, permitiu Bartolomeu, sem nada mais acrescentar. talvez pudesse ter aproveitado o momento para ensinar a Sophia uma das maiores lições de vida de um excomungado - endurecer o coração como um osso e esquecê-lo numa rua qualquer, no momento em que um feixe de luz nos cegue e o semicerrar das pálpebras seja o último beijo das nossas vidas.