26.5.18




Se alguém me perguntasse por um livro, falar-lhe-ia d' O Livro de Emma Reys, que a Alexandra me apresentou no seu blog Mais Mulheres Por Favor

Um livro de memórias, contruido a partir da correspondência que trocou com Germán Arciniegas (Gabriel Garcia Marquez também entra nesta história). Aqui encontrei mais algumas referências acerca de  Emma: «Luis Caballero escribió: “Hay pintores míticos, de leyenda. De los que se habla en torno a quienes se tejen y destejen anécdotas, pero cuya pintura se ignora. Emma es uno de ellos. Su enorme personalidad impide que se vea su obra para desventura de quienes aman la pintura. La leyenda de Emma se ha elaborado a partir de su propia vida a pesar de su obra; es por eso tal vez que su obra es ignorada”. Germán Arciniegas decía: “Ella no pinta con aceite sino con lágrimas”.»


Por isso, mais uma vez, obrigada, Alexandra, que, de uma forma assertiva, inteligente e graciosa, partilhas as tuas descobertas profundamente humanas e com a singularidade do feminino. Não sendo apologista da dicotomia, sou totalmente a favor de mais mulheres, por favor!


«Todas as crianças do bairro passavam o dia ali, a brincar, a gritar e a rebolar numa montanha de barro, insultando-se e brigando umas com as outras, chafurdando nas poças de lama e esgaravatando o lixo com as mãos à procura daquilo a que chamávamos tesouros: latas de conserva para fazermos música, sapatos velhos, pedaços de arame, de borracha, paus, vestidos velhos; tudo nos interessava, era o nosso quarto de brinquedos.»


Untitled (1989)