26.8.18

um dia teremos de chamar a polícia, digo-lhe ainda outra vez, forçando uma resposta que me ampare. Tristan suspira, de rosto voltado para a lua, tão prenhe lá em cima. ouve, Tristan, eu também não quero problemas com ninguém, mas é impossível manter os animais nestas condições, sabes que o barulho os deixa agitados. não vale a pena continuar, Tristan não me ouve, acha que é cedo demais para fazer a queixa. descalça, magoo os pés no caminho de brita, enquanto tento chegar a casa. a algazarra do grupo não me deixará descansar nas próximas horas, tão-pouco o grunhido que chega do curral, mas, quem sabe, talvez também eu me aninhe na cobardia da inacção e deixe a vida correr assim. se ao menos chovesse...