24.9.18

não somos feitos de medo, diz-me Bartolomeu, quando percebe que há lágrimas que teimam em rolar desde manhã. Petra, que não vejo há vários meses, ter-me-ia abraçado, dizendo-me que está tudo bem,  provavelmente não deve ser nada. Bartolomeu, adivinhando o meu pensamento no silêncio com que lhe respondo, regressa à secretária e conclui, ainda é muito cedo para ter pena de ti.