Pedes-me que te fale do silêncio da minha noite, não sabes que passa nela um avião e um carro lá ao fundo, agora mesmo. Os cães ladram à luz intermitente de uma bicicleta solitária que atravessa o jardim devagar. Às vezes consigo ouvir a música do bar da ponte e com ela os gritos estridentes dos adolescentes bêbados. Prefiro o pio das aves nocturas e o som dos chocalhos vindos da quinta do outro lado do vale. Há no barulho humano um sabor a finitude que às vezes me assusta.
Quando o silêncio se apodera da minha noite, apenas o vento se atreve, insolente, nos canaviais junto ao rio. As minhas mãos ficam geladas e os meus olhos demasiado abertos, não tenho para onde fugir.
Caramba, Flor! Em menos de nada deu vida a 3 palavrinhas.
ResponderEliminarTambém a mim, o barulho humano, me assusta cada vez mais.
Já o silêncio na noite, tem momentos que me acalma e nem penso em fugir, mas tem outros, em que não sei onde me esconder.
Muito obrigada
PS: Qual falta de inspiração, qual quê :-)
Beijinho de boa noite
A noname merecia bem melhor, mas detesto escrever no telemóvel e normalmente os melhores textos surgem depois de já termos publicado o 'rascunho' :)
EliminarBeijinhos (e obrigada)
A Flor quando escreve, encanta.
ResponderEliminarObrigada, não creio, mas aceito :)
Eliminarmas é a mais pura das verdades!
Eliminarminha querida Paula.
EliminarUm simples desafio e sai um texto tão bonito?
ResponderEliminarés generosa :)
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