- Corta o fogo! Corta o fogo, Susana!
- Não ligues, Susana. Põe mais lenha na fogueira, anda, não deixes morrer o lume.
- Não! Susana, não acredites nele! Despacha-te! Corta o fogo, vai buscar uma manta!
- Uma manta, Susana? A sério?! Mas que raio de ideia. Rega mas é isso com mais um pouco de gasolina, está a ficar mortiço, daqui a pouco fica frio.
- Não o ouças, Susana! Corta o fogo! Despacha-te, não fiques aí parada, está tudo a arder. Não vais deixar arder a casa toda, pois não?! Susana? Susana?!
- Vês? Grita contigo como se fosses surda, não te respeita. Mete mas é ali mais umas cavacas que agora está a arder bem. Está a ficar mais quentinho, não está? Assim toda a gente se aquece, é muito melhor.
- Susana, o que estás a fazer, Susana?? Susana, isto vai rebentar! Não vês qu'isto vai rebentar?! Tens de cortar o fogo, Susana. Não te deixes enganar por esse bicho do inferno! Vais ficar sem nada! Susana, corta o fogo!
- Não ligues, Susana, é doidinho. Anda, chega-te à frente, aquece-te aqui ao pé de mim...
Mas que belo retrato, querida Flor!
ResponderEliminarO fogo que não pega por mais que o atice e o fogo que não acalma nem que chovam canivetes (ou facas, etc).
Muito obrigada pelo aconchego, valeu!
E que este blogue ardente, por um lado, e quentinho, por outro tenha muito caminho pela frente. Um caminho feliz. :-)
minha querida Susana, foi uma brincadeira meio tonta, mas sei que tu não te zangas comigo :)
Eliminarum abraço forte, um beijo enorme e mil obrigadas por passares por aqui.