20.2.20

contextualização da próxima guerra blogosférica - o início

vistoriando as minhas plantações, quando a vida ainda era doce


tudo começou na longínqua época natalícia de 2015, altura em que toda a blogosfera fervilhava em amor e partilhava paz e coisas assim bonitas e ajudava o próximo e o distante e toda a gente e os animais e as flores. Cuca, a Pirata dos  sete rios e meia dúzia de lagoas povoadas por rãs, saqueadora de cruzeiros da terceira idade e cartomante em assuntos do coração, foi incapaz de controlar a grossa veia da ostentação e publicou o retrato da vaca sagrada, desaparecida dos atalhos verdejantes de Teresa e - muito importante! - oferecida pela tutora à minha incrível pessoa!


MuMu, de guedelhas ao vento...



naqueles tempos, o velho Oeste blogosférico era habitado por amazonas de coldres a tiracolo,  que mascavam tabaco e pastilhas gorila, sempre prontas para uma perseguição sob a calada da noite escura, acompanhada de tiro ao alvo.



procurei as melhores estrategas militares e partimos em busca do chocalho perdido, prontas para dar uma coça na piratada toda, que vivia no cacilheiro das purpurinas, quando não estava a assaltar velhinhos em Cacilhas ou na Baixa da Banheira! um bando de poetas e ladrões de berlindes, bebedores de gin e de balelas contadas pela pirata, nada que nos fizesse transpirar. sabíamos que a mafia russa e a aristocracia romena estavam envolvidas, por isso decidimos aumentar a dosagem de vodca e palinca. não queríamos estar em desvantagem.





mas a adrenalina estava na viagem marítima...



ora o Tejo, como se sabe, é um rio perigoso, infestado de criaturas terríveis, mas não nos amedrontámos. a coragem e a aguardente corriam-nos no sangue em igual percentagem! Teresa roubou uma locomotiva e avançou pela ponte, mantendo os cartuchos e as espingardas a seco, eu, a ana, a Maria, a Susana e o reco-reco aplicámos mata-leões a tubarões e alforrecas, pontapeamos lulas gigantes com as nossas esporas de prata, enquanto Miss Smilenska disparava fogo aéreo do seu zeppling roubado! Luisa, nos flancos, cegava os monstros com o flash da máquina fotográfica, enquanto a Menina do call-center os asfixiava com o fio da telefonia. Que luta! Que beleza! Que saudades...






éramos bravas e destemidas! éramos as Lobas da pradaria!








[mas desta peleja, já vós sabeis; em breve, tereis notícias da nova peleja, num face-volta chocolateiro, Susana ousou subtrair-me Marlon Brando...]

continua, talvez...