10.9.17

um domingo livre de vez em quando, foi a única exigência a si própria. hoje calhou ser esse domingo.
dormiu.




obrigada, nativos.
admitiu que o isolamento em que procurava a paz podia ser tão perigoso como um abismo.

às vezes sou nada mais do que lodo
um nauseabundo lodo parado

9.9.17

aviso amarelo de vento no ecrã,
mais um dia para ter cuidado com os atiradores de facas

7.9.17


Gerda Taro e Robert Capa


To photo, to record meat lumps and war,
They advance as does his chance -- very yellow white flash.
A violent wrench grips mass, rips light, tears limbs like rags,
Burst so high finally Capa lands,
Mine is a watery pit. Painless with immense distance
From medic from colleague, friend, enemy,
foe, him five yards from his leg, From you Taro.
Do not spray into eyes -- I have sprayed you into my eyes.
3:10 pm, Capa pends death, quivers, last rattles, last chokes
All colours and cares glaze to grey, shrivelled and stricken to dots,
Left hand grasps what the body grasps not -- le photographe est mort.
3.1415, alive no longer my amour, faded for home May of '54
Doors open like arms my love, Painless with a great closeness
To Capa, to Capa Capa dark after nothing,
re-united with his leg and with you, Taro.
Do not spray into eyes -- I have sprayed you into my eyes.
Hey Taro!
ainda vinha a guerrear comigo, a tentar-me convencer-me de que o gatinho junto ao portão aberto, tinha mãe e donos, que com certeza haveriam de tomar conta dele, e voltar a trás e roubar o gato não seria um salvamento, seria sim estranho -- mas o pobre tão rente à estrada... --, quando o vejo, altivo, em cima do muro, à minha espera. corto gatês, o meu querido gato cinzento, pirata intrépido das searas, doce animal. é raro o dia em que chego a casa e corto gatês não está para me cumprimentar, mesmo chegando eu tão tarde, mesmo chegando já tão poucas vezes. 
invejo o homem a quem pago para vir todos os dias.

4.9.17

é simples, basta que te dispas, me abraces e te deites comigo.

2.9.17

daqui a pouco farei a mala para partir novamente. vale-me a roupa comprada à pressa na superfície comercial da vila, como quem compra um pacote de leite num domingo de manhã. na sala das máquinas, pode dizer-se que o monte atingiu proporções épicas. ainda preciso de ir ao supermercado no instante comprar comida para os animais, pondero um banho de chuveiro. em cima da mesa da cozinha, jazem já os cinquenta euros para pagar os serviços de pet sitting. se morrer na estrada, este blog ficará ao abandono, se voltar, será como se nada tivesse sido e a única preocupação há de ser lavar toda aquela roupa suja.

1.9.17

Sonhando, as árvores crescem ao contrário.