a mão da velhinha aperta a minha, com uma força que dá gosto. mostra-me outra vez o anel da pedra verde. na televisão do canto, uma voz anuncia cannabis sativa lister +. não quero acreditar, mas a voz repete o slogan à exaustão e a velhinha, observo, sorri com ares de marota. tu queres lá ver?...
7.8.19
Chuva
Há uma espécie de leveza que parece apoderar se do meu corpo, quando respiro esta aragem fresca, vinda de um céu em tons de cinzento. É bom, preciso de mais, preciso da limpeza da chuva.
O tanque está quase pronto, mas a vontade é voltar para a cama e hibernar até que o outono chame por mim, chovendo nas janelas.
O tanque está quase pronto, mas a vontade é voltar para a cama e hibernar até que o outono chame por mim, chovendo nas janelas.
6.8.19
5.8.19
Veneno
Que pena não lhe ensinarem, lá no curso de escrita criativa, a criar um boneco mais credível.
4.8.19
luz
tinha Pedro Páramo à minha espera, mas há noites traiçoeiras, nascidas na angustia das descobertas macabras, que servem apenas para embalar a insónia. a luz da manhã de domingo trouxe outra vez o amarelo torrado da capa. não sei se Comala será o melhor destino neste momento, mas saber que está sobre as brasas da Terra, na própria boca do Inferno, é o suficiente para avançar.
3.8.19
Medo
Não sei por que razão a memória me rasteirou de forma tão sólida até hoje, ainda sinto o ácido no estômago, o medo de estar a enlouquecer; nem sei se é normal tremer tanto quando pego uma simples colher de sopa, o que sei, agora, é que tatuei o teu nome não para te lembrar vivo, mas para te lembrar morto. Porque às vezes é tão difícil distinguir.
The Leftovers Soundtrack
viciada em tudo o que seja cinzento e depressivo, ignorei o aviso e fui em busca dos restos sugeridos pela sj. de tudo o que poderia dizer sobre, não saberei explicar o quanto me tocou encontrar Max Richter.
agosto
do livro do frio para uma tarde de calor,
Um bosque abre-se na memória e o cheiro a resina é
útil ao meu coração. Vi as esferas do suor e os insectos
na doçura;
depois, o crepúsculo em seus olhos;
mais tarde, o cardo a ferver perante o centeio e a fadiga
dos pássaros perseguidos pela luz.
|Livro do Frio, Antonio Gamoneda|
Um bosque abre-se na memória e o cheiro a resina é
útil ao meu coração. Vi as esferas do suor e os insectos
na doçura;
depois, o crepúsculo em seus olhos;
mais tarde, o cardo a ferver perante o centeio e a fadiga
dos pássaros perseguidos pela luz.
|Livro do Frio, Antonio Gamoneda|
1.8.19
&
fará de nós um bando instável, resvalando em humores vários dentro do próprio dia, diz Bartolomeu, mas também nos ajuda a ultrapassar melhor as frustrações. viramos o ponteiro sempre que essa for a vontade da nossa intuição. não nos deixaremos morrer facilmente, meus amigos, somos lobos do mar. não discordo, mais do que qualquer outra coisa, a nossa resiliência tem sido admirável. já o sucesso parece avesso a bandos de esconjurados bipolares.
30.7.19
alperces
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| LUM3N |
12 alperces
2 limas
1 laranja
qb hortelã fresca
2 c. de sopa mel
1 c. de chá sementes de erva-doce
1. Pele os alperces, tire-lhes os caroços e coloque 2 dentro do copo da varinha mágica. Corte os restantes em gomos, coloque-os numa taça e salpique com a raspa da casca de 1 lima.
2. Junte o sumo aos alperces no copo da varinha mágica. Adicione o sumo da laranja, 4 a 5 folhas de hortelã lavadas e o mel e triture até ficar em puré.
3. Corte a outra lima em rodelas finas.
4. Divida os alperces por taças individuais, regue-os com o molho, salpique com a erva-doce e enfeite com as rodelas de lima.
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