e a menina dos caracóis, bailarina de palmo e meio, avançou para o centro do grande palco da vida, ignorando o suor frio que lhe descia pela coluna, com um suave demi plié começou:
azul é a mão da minha mãe, juntas a caminho da pastelaria, o calor do sol no meu rosto, o coração a transbordar de alegria, disse a menina, saltando numa bonita série de pas de chat, Mel, Mia e Molly já à sua espera, para depois rodopiar, sorrindo, em várias pirouettes:
o mar é vasto como o amor profundo que sentirei por cada um dos meus filhos, gerados do meu corpo de carne e alma, fusão estelar, continuou a menina, antes de se lançar no mais belo grand jeté:
entre o azul e o mar, o meu coração pulsando, amor eterno, elo de ligação.
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| Dancer, 1925 by Joan Miro |
