23.2.20

parabéns, Alexandra das terras altas

Que os teus pés descalços
Hoje
Pisem flores...

Do arménio mais genial, uma dança de alegria para ti

21.2.20

Pára tudo!!! Tréguas, Susana!

Pausa, Susana! Pausa! Bandeira Branca! Temos de falar! Deixemos os felinos a socializar por agora (e por aí, que a ração está cara...) e botemos as pernas ao caminho, a Teresa roubou-nos a MuMu!!! (Tinhas a vaca aonde?! Na varanda??)

By Teresa, Atalhos de Campo






























[caramba, está concorrida a profissão de subtração...]

20.2.20

contextualização da próxima guerra blogosférica - o início

vistoriando as minhas plantações, quando a vida ainda era doce


tudo começou na longínqua época natalícia de 2015, altura em que toda a blogosfera fervilhava em amor e partilhava paz e coisas assim bonitas e ajudava o próximo e o distante e toda a gente e os animais e as flores. Cuca, a Pirata dos  sete rios e meia dúzia de lagoas povoadas por rãs, saqueadora de cruzeiros da terceira idade e cartomante em assuntos do coração, foi incapaz de controlar a grossa veia da ostentação e publicou o retrato da vaca sagrada, desaparecida dos atalhos verdejantes de Teresa e - muito importante! - oferecida pela tutora à minha incrível pessoa!


MuMu, de guedelhas ao vento...



naqueles tempos, o velho Oeste blogosférico era habitado por amazonas de coldres a tiracolo,  que mascavam tabaco e pastilhas gorila, sempre prontas para uma perseguição sob a calada da noite escura, acompanhada de tiro ao alvo.



procurei as melhores estrategas militares e partimos em busca do chocalho perdido, prontas para dar uma coça na piratada toda, que vivia no cacilheiro das purpurinas, quando não estava a assaltar velhinhos em Cacilhas ou na Baixa da Banheira! um bando de poetas e ladrões de berlindes, bebedores de gin e de balelas contadas pela pirata, nada que nos fizesse transpirar. sabíamos que a mafia russa e a aristocracia romena estavam envolvidas, por isso decidimos aumentar a dosagem de vodca e palinca. não queríamos estar em desvantagem.





mas a adrenalina estava na viagem marítima...



ora o Tejo, como se sabe, é um rio perigoso, infestado de criaturas terríveis, mas não nos amedrontámos. a coragem e a aguardente corriam-nos no sangue em igual percentagem! Teresa roubou uma locomotiva e avançou pela ponte, mantendo os cartuchos e as espingardas a seco, eu, a ana, a Maria, a Susana e o reco-reco aplicámos mata-leões a tubarões e alforrecas, pontapeamos lulas gigantes com as nossas esporas de prata, enquanto Miss Smilenska disparava fogo aéreo do seu zeppling roubado! Luisa, nos flancos, cegava os monstros com o flash da máquina fotográfica, enquanto a Menina do call-center os asfixiava com o fio da telefonia. Que luta! Que beleza! Que saudades...






éramos bravas e destemidas! éramos as Lobas da pradaria!








[mas desta peleja, já vós sabeis; em breve, tereis notícias da nova peleja, num face-volta chocolateiro, Susana ousou subtrair-me Marlon Brando...]

continua, talvez...

"Dying ain't much of a living, boy."

Ah! Nada como o cheiro da pólvora pela manhã, o peso do velho mosquete nas mãos, a certeza de uma prestes peleja a tomar conta desta velha blogosfera sem xerife que valha! Porque ninguém subtrai o meu Marlon Brando! Ninguém! Muito menos a amazona que se faz representar por um chocolate com recheio de amendoim...

Consider yourself warned...



18.2.20

um pé em falso

é nos momentos em que quase tudo parece falhar, que devemos agarrar-nos ao que funciona, diz a raposa, abanando a cauda peluda em leque azulado. no mundo de onde eu venho, as únicas coisas que possuímos são as que nos habitam.  

14.2.20

O único amigo que tenho

Funguei compridamente.
-- Não faz mal, eu vou matar ele.
-- Que é isso, menino, matares teu pai?
-- Vou sim, eu até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer Bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.
-- Mas tu também disseste que me matavas?
-- Disse no começo. Depois matei você ao contrário. Fiz você morrer nascendo no meu coração. Você é a única pessoa que eu gosto, Portuga. O único amigo que tenho.


Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos

do amor

apaixonei-me por esta magnolia x soulangeana...

Flor

13.2.20

azul profundo

No tengo miedo ni esperanza. Desde un hotel exterior al destino, veo una playa negra y, lejanos, los grandes párpados de una ciudad cuyo dolor no me concierne.

Vengo del metileno y el amor; tuve frío bajo los tubos de la muerte.

Ahora contemplo el mar. No tengo miedo ni esperanza.


Livro do Frio, Antonio Gamoneda

12.2.20

11.2.20

diagnóstico

- e esta dor, doutor, este aperto no peito, este sufoco, esta aflição?

- respire fundo mais uma vez,
isso, menina, são apenas os músculos intercostais superiores em tensão.