22.4.21

[aqui escreve-se o título, há quem não escreva, eu antigamente nunca escrevia, custa-me sempre encontrar um título, mas passei a inventar qualquer coisa à pressa, porque com título é mais fácil encontrar/partilhar os posts. Às vezes, quando não sei mesmo o que escrever aqui, uso as reticências, que dão para tudo, na verdade, ou escrevo a primeira palavra do post, embora nem sempre me agrade a repetição de palavras, diria que depende da palavra. gosto da palavra murmúrio, faz-me cócegas no ouvido, ou tesão, estremeço. labirinto, chuva, montanha, azul. há outras, não importa agora.]


menos ideia tenho do que escrever aqui. ao contrário dos pensamentos, que circulam em rodopio acelerado dentro da minha cabeça a toda a hora, quando penso em escrever, tudo me parece turvo, pesado ou torto. e triste. este blog alimenta-se do mais sombrio que há em mim, um canibal macambúzio e sorumbático. por isso, não vou escrever nada aqui, vou deixar o corpo do texto vazio, como o meu. 
os #, se os adicionasse, embora no blogspot não façam grande diferença, seriam #noite #vazio e #mãos, porque hoje li que grande parte da nossa linguagem corporal, a mais importante, passa pelas mãos e eu sempre gostei de ler os gestos dos outros. excelente passatempo para os jogadores de poker, também.

aqui mais abaixo colocaria uma fotografia p&b, uma mistura de neblina e melancolia, como uma cena de um sonho ou uma memória que não finda. sempre uma mulher sozinha. hoje optaria por uma de Antonio Palmerini.

8 comentários:

  1. Gigante madrinha do meu nome blogosférico. Azul. Amor (por ti, por esse mundo que trazes dentro de ti).

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    1. Minha linda blue de algodão doce! Comentei o teu post de aniversário, vê lá esse spam, mulher!
      Exageras e fazes me corar, coisa que já não se aceita a quem já está na secção das maturadas 😈

      Meu pintassilgo cor do céu 💙

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  2. dúvida hesitação inquietação iluminação
    ou vice versa



    (10 points from the juri of luxembourg to duvidação as a word)

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    1. Duvidação é o que nos falta, vendo bem as coisas. Ou desconfiamos ou aceitamos, onde está o nobre acto de duvidar?!

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  3. A beleza não precisa de título!

    Beijo, flor das palvras belas.

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    1. Maria Poesia!

      Diz Almeida Garrett, "há títulos que não deviam ter livro" :)

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  4. E tanto, tanto que gosto deste post...

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