15.9.21

vórtice

deitada na maca fria, envergonhada pela pequenez do corpo, o arrepio ao sentir as mãos tocando a minha pele quente, as perguntas que já aguardava, as respostas que não sei se invento, mas repito sempre convicta, temendo que me pergunte depois àquilo que não posso responder. tudo me parece estranhamente familiar, a solidão do corpo, entregue a quem pago para que o cuide. 

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