23.1.22

a faca não corta o fogo, mas corta me a mim

perdi-me da pessoa que deu início a este blog em dois mil e catorze e por mais que tente não consigo voltar. as palavras estão gastas, geladas como estas noites de inverno ao relento. sinto apenas a lonjura das memórias, uma mancha escura cada vez maior e uma aridez que me mantem parada. creio que desisti de esperar por godot e não há nada mais triste do que perder a esperança assim. tornei-me feia, um pouco amarga, ausente. saio agora. maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.