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| Diane Morales |
Já não há poetas.
Há vacas para o matadouro,
prontas para o abate.
Morte limpa e certeira: um livro de poemas.
Morte organizada e asséptica entre capa, lombada
e fotografia da jovem vaca enquanto poeta.
Todos os dias é preciso matar uma vaca,
imprimir um livro, chamar-lhe poeta
Cabeças de gado para servirem a horda faminta de
comedores de carne poética processada.
Cada vaca dá poesia para dois meses.
Três no máximo.
[poesia no matadouro, ler completo aqui:o melhor amigo]
